Falar do São Paulo, em mais um aniversário, o 76º, é falar da minha história, do que eu sou.
E o bom de dividir isso, é que cada torcedor são-paulino que lerá essa coluna, se identificará de alguma forma.
Pelo sentimento movido por um ideal.
Alguns terão avós ou pais são-paulinos, presentes, ou que já se foram e deixaram muita saudade.
Outros, queridas mães, sempre eternas em nossas vidas.
Quem sabe, irmãos.
Filhos!
Ou de repente, nenhum familiar mais próximo é são-paulino, fato muito comum, pois é imensa a quantidade de famílias que possuem pais torcedores de outros times e filhos são-paulinos.
Afinal, os grandes rivais do São Paulo surgiram todos com duas décadas de antecedência, no Estado de SP.
1910, 1912 e 1914 são os anos de fundação de Corinthians, Santos e Palmeiras, respectivamente.
E essas primeiras gerações de torcedores, com sentimentos já enraizados em suas famílias, conheceriam um novo time, a partir somente da década de 30.
Primeiramente, 25 de janeiro de 1930. Definitivamente, 16 de dezembro de 1935.
A moeda em pé.
Os áureos anos 40.
A bicicleta do Diamante Negro.
Nada disso, a maioria de nós não assistiu. Mas ouviu dizer, sobre lendários momentos, craques, histórias tricolores.
Anos 50. Erguia-se o Morumbi.
"Se é pra sonhar, que seja grande".
13 anos sacrificados sem títulos.
Sangue e suor tricolor em cada tijolo levantado.
A casa finalmente pronta, o verdadeiro estádio das grandes decisões paulistas, em 1970.
Desde então, a hegemonia.
Títulos e glórias insuperáveis até hoje, no futebol brasileiro.
É o time detentor de todas as marcas mais relevantes do país.
O que mais venceu partidas no Campeonato Brasileiro. O que mais fez gols.
O líder de pontos da era dos pontos corridos, prestes a completar quase uma década.
O maior campeão, Hexa, sem unificações questionáveis.
São Paulo FC, sem fronteiras.
Tri da América, Tri Mundial.
Vidas de amor ao São Paulo possuem algo em comum, por mais diferentes que sejam os seus quase 20 milhões de torcedores espalhados pelo mundo: o orgulho.
Orgulho que herdei do meu avô, Seu Nino.
E do meu pai, Seu Giba.
Que levarei aos meus filhos, com todo amor.
Pessoas anônimas, assim como eu, mas que faço questão de aqui citar, pois sei que em cada coração são-paulino que lê esta coluna agora, existe além de si, alguém assim, especialmente tricolor, na vida de cada um de vocês.
76 anos do Tricolor Mais Querido.
Um aniversário que torna desconhecidos irmãos, no abraço do gol, na arquibancada.
No buzinaço de mais um título, nas ruas.
No choro inconsolável de cada derrota decisiva.
No ódio que às vezes consome por segundos, mas que é sufocado pelo amor maior ao São Paulo.
Sabemos, vivemos.
Nosso sangue tricolor.
O sentimento, que não vai acabar.
Parabéns São Paulo FC!
O dia que tu não existir, eu não quero sorrir nunca mais...
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Comentários
Graças a ele sou TRICOLOR. E graças a ele eu sou TRI do mundo, TRI da Libertadores, SEIS vezes campeã brasileira. Graças a ele tenho Rogério Ceni com ídolo do meu time e tenho orgulho de ser são paulina. Graças a ele eu sou feliz !!! Parabéns, São Paulo Futebol Clube.
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